Funaro: "Temer e Cunha tramavam diariamente a queda de Dilma"

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Homologada recentemente pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a delação premiada do doleiro Lúcio Funaro aponta que o presidente Michel Temer (PMDB) recebeu e intermediou repasses de propinas a políticos. Foi em Salvador que a Polícia Federal descobriu R$ 51 milhões, guardados dentro de malas e caixas, em um apartamento que teria sido emprestado a Geddel, segundo relato do proprietário do imóvel. Temer não foi incluído no inquérito porque o suposto ato ilícito teria ocorrido antes de sua posse na Presidência, em 2016. O amigo de Temer deixou a assessoria especial da Presidência depois de vir a público a delação de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, que afirmou ter havido entrega de dinheiro vivo no escritório de Yunes em São Paulo em 2014 como parte de um acordo de doação da empreiteira acertado com Temer e Padilha. Geddel também não foi citado pelos delatores como participante do jantar. Ele disse ainda que a relação "com Eduardo Ferrão é de larga data" e que, "ao que sabe, o escritório de advocacia do dr. Ferrão não advogou, nem advoga, para Funaro na Lava Jato". Ele acrescentou, no entanto, no depoimento vazado nesta sexta-feira para a mídia conservadora, que era informado por Cunha sobre as divisões da propina. Os agentes afirmam que valor encontrado é superior aos 20 milhões em propina supostamente pagos por Funaro a Geddel no esquema. Funaro disse que o candidato era do grupo político ligado a Temer. "Eu e Geddel nos falávamos com muita constância, seja para tratar de assuntos da empresa, seja para tratar de assuntos pessoais, pois criamos uma relação muito próxima".

Esse trecho da delação teria ligação com um acordo pelo qual Funaro receberia R$ 100 milhões de Batista para não revelar crimes.

Baseado nisso, Janot sustenta que o ex-ministro Geddel Vieira Lima liberou em torno de R$ 5 bilhões da Caixa Econômica Federal em créditos e empréstimos quando ocupava duas vice-presidências do banco entre 2011 e 2013. Digitais do ex-ministro chegaram a ser encontradas em um dos pacotes.

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