Funaro diz que Temer recebia e intermediava repasses de propina

Funaro diz que Temer recebia e intermediava repasses de propina

Segundo o corretor de valores, ele próprio foi responsável por intermediar a retirada e entrega de R$ 1 milhão em espécie pagos pela construtora em 2014 ao então vice-presidente e a Geddel.

Além disso, Funaro disse que Temer teria cobrado caixa 2 em favor da campanhas de aliados, conforme mostram as informações obtidas pela publicação em torno da colaboração, que foi negociada pela defesa do doleiro por três meses. O doleiro revelou ainda que Temer teria recebido dois repasses: um de R$ 1,5 milhão, do grupo Bertin, e outro de R$ 7 milhões, originados da JBS. Segundo o relatório, Michel Temer teria recebido R$ 31,5 milhões do esquema.

Segundo Funaro, ele negociava a liberação de recursos de um fundo público de investimentos para o empresário Henrique Constantino, da empresa aérea Gol, quando Constantino pediu uma prova de que o caixa 2 solicitado tinha mesmo sido pedido por Temer, agora presidente da República. O ex-ministro precisava retribuir a votação do diretório estadual que permitiu sua indicação à chapa de Fernando Pimentel. Mas a Polícia Federal garante que a organização criminosa continua activa até hoje e a praticar crimes, o que permite levar o presidente a julgamento se o parlamento autorizar.

Ainda vice-presidência da República, Michel Temer e o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tramavam "diariamente" a derrubada da presidente Dilma Rousseff; a afirmação é do corretor financeiro Lúcio Funaro, que em anexo de sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, ele descreve a relação com a cúpula do PMDB e nomeia os "operadores" de Temer em supostos esquemas de corrupção.

"Na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, consequentemente, a assunção de Temer como presidente", afirmou em anexo do depoimento. As declarações também constam no inquérito da Polícia Federal que investiga a existência de um suposto "quadrilhão" do PMDB na Câmara dos Deputados.

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