Fachin retira sigilo do novo áudio entregue pelos delatores da JBS

Fachin retira sigilo do novo áudio entregue pelos delatores da JBS

O acordo previa prazo de 120 dias, a partir da homologação, para que os colaboradores reunissem e entregassem "elementos de provas" sobre os depoimentos prestados em abril perante a PGR para que não fossem acusados de omissão.

Durante a fala e a coletiva, Janot indicou que os benefícios dos delatores do grupo poderão ser anulados.

Em mais uma reviravolta da delação da JBS, os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud afirmaram, em nota, que uma áudio entregue por eles que compromete quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não narra fatos verídicios. Segundo ele, os dois precisavam estar "100% alinhados" com o ex-auxiliar de Janot para obter os benefícios no acordo de delação premiada.

A revisão da JBS foi pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, depois que a empresa entregou novos áudios para complementar a delação.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes voltou a disparar contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nessa quarta-feira (6) em Paris, onde está em agenda oficial.

Joesley especula sobre se Janot tem ideia de conversas com Marcelo Miller
Joesley especula sobre se Janot tem ideia de conversas com Marcelo Miller

A descoberta do áudio, segundo o chefe do Ministério Público Federal, se deu no domingo pela manhã, quando uma procuradora da Força Tarefa da Lava Jato no Supremo percebeu que a conversa não tinha ligação com a complementação dos anexos apresentados. Na capital paulista, deve encontrar advogados, entre eles o também delator Francisco de Assis.

Um desses agentes seria o ex-procurador Marcelo Müller, que deixou a PGR para advogar em escritório que negociou acordo da JBS. "Se descumpriu a lei no exercício das funções, deverá pagar por isso", frisou Janot. Se ficar comprovada ilicitude o acordo de colaboração premiada, poderá se chegar à rescisão.

O ministro foi questionado por repórteres sobre se uma eventual omissão ou se haveria alguma parcialidade por parte dos delatores que poderia levar as provas a serem consideradas contaminadas. Segundo os advogados da empresa, tudo será "rapidamente esclarecido". Na conversa gravada entre Joesley Batista e Ricardo Saud, os executivos dão evidências de irregularidades que teriam sido cometidas por autoridades da PGR e do STF.

Após afirmar que entregaria o presidente da República, Michel Temer, Joesley informa que caberia a Saud entregar o ex-ministro, o que ocorreria após contato a ser feito pelo próprio Joesley com Cardozo.

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