Fachin autoriza prisão dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud

Fachin autoriza prisão dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud

O dono do grupo J&F, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud não foram comunicados formalmente sobre o suposto pedido de prisão protocolado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e noticiado por Estadão e Folha.

Na mesma decisão, Fachin negou pedido de prisão do advogado e ex-procurador Marcelo Miller. A prisão preventiva já vinha sendo analisada por Janot nos últimos dias. A defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud pediu para ser ouvida pelo ministro Edson Fachin antes que ele decidisse sobre o pedido de Janot. Miller já está sendo investigado por duas outras suspeitas: exercer advocacia no juízo em que atuava antes de um prazo de afastamento de três anos da Procuradoria e ter acesso privilegiado a informações internas do MPF.

Depoimentos Na quinta-feira (07/09), os executivos prestaram esclarecimentos à PGR, mas não convenceram.

Sobre a menção a nomes de alguns ministros do Supremo, os dois delatores pediram desculpas e afirmaram que não tinham conhecimento de nenhum ato ilícito do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República.

No entanto, o ministro entendeu que ainda não há elementos indiciários com a consistência necessária à decretação da prisão de Miller, indeferindo o que havia pedido a PGR. Colocaram à disposição os passaportes e se prontificam a comparecer a qualquer audiência que forem convocados para depor.

A medida foi tomada no fim da noite de anteontem após a divulgação da informação de que o procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Joesley, de Ricardo Saud, delator da JBS, e do ex-procurador Marcelo Miller.

Os advogados dos acusados pediram para serem ouvidos por Fachin e colocaram os passaportes de seus clientes à disposição do Supremo. Nunca foi emissário de ninguém, nunca atuou dos dois lados, sempre teve uma vida republicana no Ministério Público e portanto nem conhece uma figura que possa existir de braço-direito do procurador-geral. Então para quê esse depoimento?

No dia 5 de abril, ele deixou a Procuradoria depois de pedir exoneração.

"Nós estamos sabendo pela imprensa, agora, se realmente for verdade, causa muita espécie". Dez horas de depoimento pra se ter um pedido (de prisão) pronto? "As declarações dele [Miller] não interessam ao Ministério Público?", disse Perecmanis. "A questão da quarentena foi esclarecida". "Desde julho de 2016 estava afastado do grupo de trabalho da Lava Jato e das atividades da PGR, atuando efetivamente na Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro".

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