Estado da Geórgia emite ordem de evacuação por furacão Irma

Estado da Geórgia emite ordem de evacuação por furacão Irma

No Brasil, pelo menos 30 voos foram afetados pelo Furacão Irma.

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informa os voos que foram cancelados devido às condições meteorológicas nos aeroportos de destino. "Senti uma falta de orientação, tem muita gente no aeroporto sem saber para onde ir, os hotéis abertos estão lotados, não há mais voos e nem ônibus".

Os moradores da Flórida e de outros lugares em sua rota prevista se apressaram a sair do caminho.

O Consulado-Geral em Miami recomendou que viajantes brasileiros evitem visitar a Flórida no período.

Leonardo Freitas, brasileiro que é proprietário de uma empresa de táxi aéreo na cidade, afirmou que o movimento de saída da cidade está tenso, mas ainda sem pânico ou confusão generalizada.

"Um problema com uma evacuação em massa é que a Flórida depende de duas rodovias primárias que vão para o norte e o sul: I-95 ao longo da costa leste e I-75 mais a oeste".

Muitos brasileiros que moram em Miami, por sua vez, conseguiram se preparar melhor.

Desde a última terça-feira (5), o governador da Flórida, Rick Scott, anunciou uma série de medidas para facilitar a retirada da população dos locais de risco por causa do furacão, que já deixou 18 mortos em sua passagem por várias ilhas do Caribe. Agora, uma das mais poderosas tempestades do Atlântico em um século segue para Flórida, onde deve chegar até domingo. Em Porto Rico, 70% do território ficou sem eletricidade e as autoridades ainda tentam calcular a dimensão real dos danos.

O curso do Irma ainda é incerto, mas a expectativa é que ele seja rebaixado para uma tempestade de grau quatro quando chegar na Flórida.

Este furacão é o mais poderoso a ameaçar a Florida desde o Andrew, em 1992, também classificado na categoria mais alta deste tipo de fenómenos meteorológicos.

O furacão Irma foi rebaixado da categoria 5 para 4 (em uma escala de intensidade que vai até 5), mas continua "extremamente perigoso", com ventos de 250 km por hora. O fenômento bate o recorde do supertufão Haiyan, que gerou, em 2013, nas Filipinas, os mesmos ventos (295 km/h) por 24 horas.

"A maior parte das pessoas ao largo da costa nunca experimentou um furacão como este". Será realmente devastador - advertiu Brock Long, diretor da Agência de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês), lembrando que os Estados Unidos foram atingidos por furacões de categoria cinco apenas três vezes desde 1851.

"Dispomos de equipes com gente talentosa e corajosa no local e disposta a ajudar", completou.

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