Citado em relatório da PF, Temer diz que "facínoras roubam a verdade"

Citado em relatório da PF, Temer diz que

"O grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos", afirmou a PF, em nota, nesta segunda-feira.

Mais cedo, Temer divulgou uma nota na qual disse que "facínoras roubam do país a verdade” e que "bandidos constroem versões” em busca de imunidade ou perdão de crimes". "Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas".

"E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes".

Inspirado no fracasso do acordo de Joesley, agora preso, Temer parte para o ataque contra a derradeira flechada que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara contra o presidente.

Já o lobista Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB), acusou Temer de ter dado aval para pagamentos via caixa dois para a campanha do candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, em 2012.

O Planalto evoca o "Estado Democrático de Direito" e "a barbárie da punição sem provas". Em nota nesta terça-feira, Temer diz que "garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente", e que há a tentativa de condenação sem ouvir os acusados.

"Nas últimas semanas, (.) garantias individuais estão sendo violentadas", informa. "Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las", diz comunicado do Palácio do Planalto. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldadas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral.

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