Primeiro-ministro confirma segunda vítima mortal portuguesa no ataque em Barcelona

Primeiro-ministro confirma segunda vítima mortal portuguesa no ataque em Barcelona

O Presidente da República manifestou esta sexta-feira apoio à família da mulher portuguesa que é uma das 13 vítimas mortais do ataque registado na quinta-feira, em Barcelona. O Secretário de Estado das Comunidades confirmou ao Observador que a vítima nasceu em 1943, é natural de Lisboa, e estaria acompanhada de uma jovem de 20 anos, que está desaparecida e que a RTP identifica como sendo a neta.

"Encontra-se mais uma portuguesa desaparecida, que terá 20 anos".

António Costa alertou que a ameaça terrorista tem de ser levada "muito a sério", sublinhando que, "hoje foi em Barcelona, amanhã pode ser noutro sítio", esperando que "nunca seja em Portugal, mas é um risco que todos temos, obviamente, de assumir que existe", ressalvou.

O triste balanço da tragédia espanhola, reivindicada pelo grupo terrorista Estado Islâmico, aponta para pelo menos 14 mortos e mais de 130 feridos, - 16 em estado crítico -, números que as autoridades assumem poderem vir a aumentar nas próximas horas.

O secretário de Estado já informou a família da vítima mortal portuguesa, a quem transmitiu "disponibilidade para apoiar em tudo o que for necessário", nomeadamente na identificação e nos procedimentos para a trasladação do corpo.

Avó e neta tinham acabado de chegar a Barcelona para umas férias, na quinta-feira, e tinham decidido dar um passeio nas Ramblas, uma das avenidas mais populares entre turistas e locais. A mulher foi uma de seis pessoas atropeladas por um veículo em Cambrils, de madrugada, antes de a polícia abater cinco atacantes, que envergavam coletes simulando cargas explosivas, segundo fontes policiais.

Os ataques na Catalunha, fizeram pelo menos 19 mortos, entre vítimas e suspeitos abatidos. Isto porque na noite de quarta-feira já se tinha verificado um explosão numa casa particular na vila de Alcanar, motivada por um acidente com botijas de gás butano. Além da portuguesa, há duas vítimas mortais identificadas: uma mulher belga e um homem espanhol.

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