MP desarquiva inquérito de 2013 para acusar Lula — Perseguição

MP desarquiva inquérito de 2013 para acusar Lula — Perseguição

A Procuradoria da República em Brasília e a Polícia Federal reabriram, na noite desta quarta-feira (10), uma investigação contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre um suposto pagamento de propina que teria ocorrido durante o chamado Mensalão.

Os policiais começaram a investigar a denúncia, após acusação feita pelo publicitário Marcos Valério durante um depoimento à PF em 2012, de que o ex-presidente petista sabia e foi beneficiado por um pagamento feito pela Portugal Telecom ao Partido dos Trabalhadores (PT) no valor de US$ 7 milhões. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas pelo O Estado de S. Paulo.

Segundo Marcos Valério afirmou no depoimento, Lula e o ex-ministro Palocci reuniram-se com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da operadora em Macau, na China, transferiria 7 milhões de reais ao PT. Na época, Palocci era ministro da Fazenda de Lula.

Uma investigação sobre o caso foi aberta em 2013, no entanto, acabou por ser arquivada em 2015 a pedido da própria Procuradoria da República brasileira, porque entendeu que não era possível comprovar a transferência do dinheiro. A decisão foi imposta ao procurador pela Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República que, por sua vez, foi provocada pela Justiça de Brasília.

A Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu voltar a investigar um processo que já tinha sido arquivado. Em 2015, a PF concluiu que não havia indícios de irregularidades e a Procuradoria do DF arquivou o caso. Ambos os Ministérios Públicos de Portugal e do Brasil pediram o arquivamento delas por total falta de provas.

Ivan Marx é o mesmo procurador que instaurou inquérito contra Lula por causa da delação de Delcídio do Amaral. "Não há factos novos que justifiquem a reabertura do caso", defende fonte do instituto.

Aquando do arquivamento do caso, o ex-presidente da Portugal Telecom defendeu que se tratava de "uma calúnia sem fundamento".

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