Guerra com Coreia do Norte não é iminente, dizem EUA

Guerra com Coreia do Norte não é iminente, dizem EUA

Kim Jong-un ordenou há pouco aos militares para estarem prontos para efetuar um golpe com mísseis contra a ilha de Guam, acrescentando que os EUA "devem ser os primeiros a tomar a decisão certa, de forma a evitar um conflito militar". A Coreia do Norte quer ter uma capacidade nuclear suficiente para garantir que os Estados Unidos não vão interferir com o regime norte-coreano.

Mas um comerciante veterano, com base no porto de Rizhao e que mexe com carvão, e outro de Pequim que lida com minério de ferro, inclusive proveniente da Coreia do Norte, disseram que o governo chinês já havia parado de emitir licenças para trazer minério de ferro do país vizinho há várias semanas.

Não está claro, contudo, que a diplomacia vai se impor, uma vez que começam na próxima semana as manobras militares dos EUA e da Coreia do Sul que tanto desagradam a Coreia do Norte. Mas Mattis disse a repórteres que guerra pode eclodir caso a Coreia do Norte dispare um míssil contra os Estados Unidos.

A ameaça de bombardear Guam aconteceu depois de Trump ter prometido atingir a Coreia do Norte com "fogo e fúria" se o país não reduzisse o tom das ameaças.

"Cada vez que fazem testes de mísseis, ou se realizam um teste nuclear, ganham experiência, e podemos dizer que estão progredindo em um ritmo alarmante", disse Pompeo à TV Fox News.

"Estou certo de que os Estados Unidos responderão à situação atual calma e responsavelmente, com uma postura que é igual à nossa", afirmou.

As sanções, propostas pelo governo dos Estados Unidos, foram uma resposta aos lançamentos de dois mísseis intercontinentais norte-coreanos no mês passado, que poderiam alcançar, de acordo com Pyongyang, o território americano. Mais cedo, o secretário de Defesa americano, James Mattis, disse que ele e o secretário de Estado, Rex Tillerson, se movimentam para diminuir as tensões e buscar uma solução diplomática, especialmente com apoio chinês.

A guerra retórica deixou países da região em alerta, incluindo Rússia e China, que pediram calma.

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