Governo recua da ideia de aumentar o Imposto de Renda

Governo recua da ideia de aumentar o Imposto de Renda

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou nesta terça-feira (8) que há estudos sendo feitos para o aumento do Imposto de Renda (IR), mas que não há nada definido. Recentemente, contudo, diante da queda da arrecadação por conta do prosseguimento da recessão, a equipe econômica anunciou um açodado aumento os tributos que incidem sobre combustíveis.

"Não, ainda não. Sabe que há estudos, realmente, os mais variados estudos". São estudos que se fazem cotidianamente. A todo o momento a Fazenda, o Planejamento, os setores da economia, fazem esses estudos. "Não há nada decidido", disse, após participar de evento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) em São Paulo.

O governo estuda aumentar de 30% para 35% a alíquota do IR para as pessoas físicas de renda mais alta.

Meirelles reconheceu, no entanto, que para terem efeito em 2018, as mudanças têm que ser encaminhadas até 31 de agosto, prazo considerado curto.

Conforme antecipou o Estadão/Broadcast, a "cesta" em análise pelo Ministério da Fazenda inclui também a tributação de lucros e dividendos, de fundos de investimento imobiliário e o fim da isenção para investidores estrangeiros.

A Presidência da República não encaminhará proposta de elevação do Imposto de Renda ao Congresso Nacional. Auxiliares de Temer dizem não ter dúvidas de que o presidente da Câmara faz um jogo de "morde-e-assopra" em relação ao governo por um cálculo político. É prever o futuro.

Para 2017, no entanto, estão praticamente esgotadas as tentativas de reforço do caixa e o governo deve rever a meta de deficit de R$ 139 bilhões para cerca de R$ 158 bilhões nos próximos dias.

Para Meirelles, com a reforma da Previdência, será possível a médio prazo reduzir a carga tributária, já que as despesas obrigatórias irão cair, reduzindo a necessidade de financiamento do governo. "Não porque nenhum de nós queira ou nós estamos tirando o direito do trabalhador brasileiro, mas nós precisamos acabar com os privilégios no Brasil", disse. Segundo a entidade, programas que beneficiam o conjunto dos brasileiros estão sendo preteridos pelo governo, que prioriza o pagamento de juros da dívida pública. Depois da elevação de PIS/Cofins, os técnicos avaliam propostas que elevam a tributação para o chamado "andar de cima" como forma de obter apoio popular.

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