Governo central tem deficit recorde para o mês de julho

Em 2016, quando a divisa tinha iniciado o ano em R$ 4,03 e caiu 17%, o Banco Central tinha tido prejuízos recordes nas duas contas: perdas operacionais de R$ 9,5 bilhões e de R$ 240,3 bilhões na conta cambial.

Nos sete primeiros meses deste ano, ainda de acordo com os dados oficiais, as receitas com concessões registraram forte queda, para R$ 2,95 bilhões, contra R$ 20,49 bilhões no mesmo período do ano passado. Segundo o Tesouro, também é o pior resultado para este período em 21 anos. Ao mesmo tempo, as despesas recuaram 0,2% na comparação com os sete primeiros meses do ano passado, para R$ 713,55 bilhões.

De janeiro a julho do ano passado, os investimentos totais haviam somado R$ 31,061 bilhões.

Também impactaram os números, diz a secretária, o pagamento de precatórios no mês, a antecipação de 13º e a programação de pagamento do abono salarial.

De janeiro a julho, o deficit chegou a R$ 76,277 bilhões, sendo considerado também o pior resultado da história.

A equipe econômica anunciou recentemente o aumento da meta de déficit primário do governo central para R$ 159 bilhões tanto para 2017 quanto para 2018, além de uma série de medidas de redução de gastos e aumento das despesas. O aumento das receitas em decorrência da inflação este ano é estimado em R$ 8,7 bilhões, enquanto o aumento das despesas pelo mesmo fator é de R$ 36,4 bilhões. Para 2017, ela é de déficit (resultado negativo) de R$ 139 bilhões. Segundo ela, esse efeito no déficit primário de 2017 é da ordem de R$ 27,7 bilhões.

"Isso nos acendeu a um sinal de alerta sobre a meta e redundou na proposta do governo para que tivéssemos uma meta diferente, de R$ 159 bilhões", disse ela, destacando a frustração no pagamento de IRPJ e CSLL por parte de empresas.

Como a meta ainda não está valendo, continua em vigor um forte bloqueio de despesas discricionárias (sobre as quais o governo tem controle), estimado em R$ 45 bilhões neste ano. O BC perdeu R$ 19,1 bilhões com a valorização das reservas externas.

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