Gilmar Mendes defende semipresidencialismo como sistema de governo

Gilmar Mendes defende semipresidencialismo como sistema de governo

Em meio a críticas ao veto de empresas financiarem campanhas eleitorais, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, disse nesta segunda (21) que o fundo de R$ 3,6 bilhões seria insuficiente para o custeio de campanhas de deputados em 2018, se o sistema eleitoral não for modificado. Um homem foi detido ao tentar jogar tomates podres no ministro.

Depois que discursou, Gilmar também foi vaiado por um grupo que usava narizes de palhaço e pedia o impeachment do ministro, porque ele não tem "conduta ilibada".

Para Gilmar Mendes é necessário começar a discutir a atualização do modo de governar o país, unindo o semipresidencialismo com o parlamentarismo.

Para ele, caso não seja possível adotar o sistema para a eleição do próximo ano, que as alterações passem a valer a partir de 2022 "Um regime que de certa forma já efetivasse o que ocorre na prática". "Esse dado sugere uma grande instabilidade no sistema", completou. "Vamos querer que o narcotráfico, as milícias, financiem as campanhas?", questionou. "Qual a realidade? De 750 mil doadores, pelo menos 300 mil não teriam capacidade financeira". Segundo Mendes, é preciso que se tenha cláusula de barreiras e o fim das coligações.

As declarações de Gilmar Mendes foram feitas durante o Fórum Estadão -Reforma Política, realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O magistrado foi alvo de manifestantes que protestavam contra decisões dele, que concedeu dois habeas corpus em menos de 24 horas em favor do empresário de transporte público Jacob Barata Filho - o 'Rei do Ônibus', investigado na Operação Ponto Final, desdobramento da Lava-Jato. Mendes afirma que, pela lei, não há nenhum impedimento a atuação dele no caso.

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