Chefes de MPs do Mercosul repudiam destituição da procuradora-geral da Venezuela

Chefes de MPs do Mercosul repudiam destituição da procuradora-geral da Venezuela

"Isto tem que dar-nos muito mais forças para continuar levantando a pressão na rua", disse o presidente da Assembleia Nacional, Júlio Borges.

Pouco antes, a cúpula da ALBA tinha adotado uma resolução na qual os países-membros - entre os quais se destacam Cuba, a própria Venezuela, Equador, Bolívia e nações do Caribe - expressam seu respaldo à Constituinte e rejeitam as sanções contra funcionários venezuelanos adotadas pelos Estados Unidos.

A ordem, aprovada nesta terça-feira, impede que a Assembleia Nacional, que é controlada pela oposição, e outras agências tomem qualquer ação que interfira nas leis aprovadas pela Constituinte.

Na sua página no Twitter Luísa Ortega disse que aquele é um "cerco" militar, publicando fotos aparentemente tiradas de câmaras de segurança que mostravam cerca de 30 guardas nacionais. Outro decreto aprovado nos últimos dias estendeu de seis meses para pelo menos dois anos o período de funcionamento da nova assembleia.

Peru e a Venezuela mantêm uma relação tensa desde que Kuczynski assumiu a presidência, em 2016, e pediu a criação de uma "liga de países amigos" para enfrentar a crise venezuelana e promover uma transição democrática.

Declaração se somou às críticas dos chanceleres da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, países fundadores do Mercosul, que neste sábado anunciaram a suspensão por tempo indeterminado da Venezuela do bloco comercial por "ruptura da ordem democrática". Janot também declarou preocupação com a situação da Venezuela.

"Com este ato ilegal, abala-se profundamente o Estado de Direito, em especial em sua faceta de administração da justiça, que afeta de forma direta todos os habitantes da Venezuela, por não disporem de uma instituição autônoma e independente que defenda os direitos fundamentais de vítimas e acusados e conduza investigações de maneira independente e imparcial", diz ainda o comunicado. Manifestaram-se também a favor da aplicação da Carta Democrática Interamericana da OEA e apoiaram a decisão do Mercosul de suspender a Venezuela.

A Venezuela exortou a União Europeia e os seus dirigentes a "informa-se objetivamente sobre a situação" do país.

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