Bancada de MS tem empate na votação sobre denúncia contra Temer

Após a derrota sofrida no plenário, deputados da oposição afirmaram que o governo obteve uma vitória momentânea, mas reconheceram que terão de mudar de estratégia se quiserem aprovar a nova denúncia que deve ser apresentada contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República.

Carlos Marun (PMDB), aliado declarado do comandante do país, votou "sim", pelo arquivamento da acusação, cumprindo com o que já havia dito que faria.

Proporcionalmente, o PV foi o partido da base com mais votos contrários a Temer: 4 dos 7 deputados da sigla (57%).

Bancada de Rondônia rejeita denúncia votando a favor do presidente Temer. Brasil não pode continuar sendo governado por um bandido acompanhado de duas quadrilhas: PMDB e PSDB. No total, 44% dos deputados da legenda (21 dos 47) se posicionaram contra o Palácio do Planalto na votação desta quarta.

"Pela estabilidade política e econômica do Brasil, pela continuidade das reformas, eu voto sim".

O governo exonerou aliados de deputados dissidentes da base aliada que ocupavam cargos na administração federal. Isso porque, depois da divulgação da delação da JBS e da denúncia contra Temer, as siglas anunciaram que deixariam a base do governo. O PPS, que tem na Esplanada dos Ministérios Raul Jungmann na pasta da Defesa, registrou 9 votos contra Temer e apenas 1 a favor.

O partido tem quatro ministros e está dividido sobre a decisão de permanecer ou deixar o governo.

À frente do Ministério de Minas e Energia, com Fernando Coelho Filho, o PSB ficou em segundo lugar na lista dos partidos com maior porcentagem de votos contra Temer.

Com a divulgação das delações e com a denúncia contra Temer, o PSB anunciou que iria fazer oposição ao governo e que defenderia a renúncia do peemedebista. Nesse quarto de minuto transmitido ao vivo pela televisão, eles precisam declarar o voto e ainda tentam encaixar alguma argumentação ou aceno aos eleitores.

Elizeu Dionizio (PSDB), Geraldo Rezende (PSDB) e Tereza Cristina (PSB) também votaram "sim" sem dar declaração de voto. As bancadas nacionais do PP e PR orientaram que seus deputados votassem "sim" - a favor de Temer, mas em Santa Catarina os deputados Esperidião Amin (PP), Jorge Boeira (PP) e Jorginho Mello (PR) optaram por contrariar a orientação e votaram contra Temer.

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