Marcelo exonera general que se demitiu do Exército

Marcelo exonera general que se demitiu do Exército

Miguel Sousa Tavares considera que o furto de material de guerra em Tancos foi "absolutamente enxovalhante para o Exército, para as Forças Armadas e para o país" e que "terá de haver consequências". "Vão ser tiradas. Há medidas que vão ser tomadas a curto e médio prazo", afirmou o general Pina Monteiro, para quem "o que aconteceu é um ensinamennto para todos nós".

Só quando questionado directamente é que o chefe de Governo declarou apoio ao ministro da Defesa: "O senhor ministro tem toda a confiança do primeiro-ministro", afirmou Costa, logo insistindo nos elogios às chefias militares.

O general Faria Menezes, atual comandante operacional das Forças Terrestres, vai apresentar, na próxima segunda-feira, a sua demissão ao chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Rovisco Duarte.

António Costa falava aos jornalistas em São Bento no final de uma reunião de duas horas e 20 minutos sobre segurança em instalações militares com o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (Artur Pina Monteiro), com os chefes dos três ramos militares, Exército (Rovisco Duarte), Armada (Silva Ribeiro) e Força Aérea (Manuel Teixeira Rolo), e com o ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

O general Rovisco Duarte decidiu exonerar os comandantes até estarem concluídas as investigações internas que determinou.

"Agradeço a hombridade com que as Forças Armadas, e em particular o CEME, assumiram as responsabilidades relativamente a esta matéria".

"Verificou-se então que, com grande probabilidade, este acontecimento não teria qualquer impacto no risco da segurança interna, designadamente associação a qualquer risco de atividade terrorista nacional ou internacional".

"Posso garantir que depois da avaliação feita" pelas chefias militares à segurança das instalações, "não caímos, estamos direitos e prontos" para assegurar que os portugueses podem estar tranquilos, adiantou o CEMGFA.

O general Pina Monteiro também revelou quanto custaram ao Estado as armas roubadas. "Provavelmente não poderão ser utilizados com eficácia porque estavam para ser abatidos".

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