Grãos devem atingir recorde com supersafra de 237 milhões de toneladas

Grãos devem atingir recorde com supersafra de 237 milhões de toneladas

Uma das responsáveis pelo crescimento na produção catarinense foi a safra de arroz, que este ano foi 7,9% maior, chegando a 1,13 milhão de toneladas.

AMENDOIM (em casca) - A estimativa de junho, para a safra nacional 2017, informa uma área a ser colhida de 149,4 mil hectares, com uma produção de 541,2 mil toneladas e um rendimento médio 3.622 kg/ha, maiores, respectivamente, em 8,8%, 21,3% e 11,4%, quando comparados aos dados do mês anterior. Em junho, o número chegou a 3,66 milhões.

Frente a temporada de 2016, quando as plantas foram castigadas pelo clima, sofrendo com o excesso de chuva, com estiagem e por fim, com geadas, provocando uma quebra de 34% na produção, que atingiu somente 6,125 milhões de toneladas, a "safrinha" deste ano deve representar um salto de 51,4% na produção. A quantidade equivale a menos de 0,1% da produção nacional.

Quanto ao milho, a produção total deve alcançar 96 milhões de toneladas, 44,3% acima da safra 2015/2016.

Em relação às estimativas de maio, a produção aumentou 1,7 milhão de toneladas (0,7%) e a área cresceu 117,4 mil hectares (0,2%). A previsão é de que a colheita seja finalizada neste julho, com 3.511 quilos por hectare.

O milho, produto indispensável para manter a competitividade da agroindústria catarinense, é o grande destaque da produção nacional.

A Conab ressalta ainda que com a baixa comercialização da safra de soja (59% vendida até o momento, conforme a companhia, contra 80% neste mesmo período do ciclo passado), e a expectativa de uma produção histórica de milho, a preocupação é "generalizada" com relação ao armazenamento do cereal. Para a 3ª safra, a produção estimada é de 909,2 mil toneladas, aumento de 2,3%. A produtividade pode alcançar 5,9 mil kg/ha - um aumento de 48,7% - e a área plantada deve ficar em 4,4 milhões de hectares, 18,1% superior do que a registrada no ano passado.

No caso do milho, os produtores devem conseguir 26,8 milhões de toneladas, o que seria um incremento relevante de 75,6% em comparação à safra passada.

A 1ª safra de feijão está estimada em 1,6 milhão de toneladas, uma diminuição de 0,4% na produção, frente à estimativa de maio. Essa redução deve-se, principalmente, aos estados do Paraná e Santa Catarina. As duas culturas respondem por 88,5% dos grãos produzidos no país.

A soja também se destacou na produção nesta safra em Mato Grosso do Sul.

Isso porque, as reavaliações foram positivas para o rendimento médio da cana, de 10,1% e negativo para a área plantada.

A referência levava em conta a possibilidade de o setor alcançar 30 milhões de toneladas de soja, 30 milhões de toneladas de milho e ainda as 30 milhões de cabeças de gado.

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